sábado, 19 de janeiro de 2013

A Justica pela Fe


A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

A carta aos Gálatas é o mais antigo testemunho da mensagem da justificação por parte do apóstolo. Por isso, as teses sobre a justificação adquirem uma importância em sua parte central.

É surpreendente que a idéia de justificação, em sua forma tipicamente paulina, tinha como base a teologia, eleição e a teologia da cruz e, em momentos centrais, isso só ocorre, nas cartas anteriores a Gálatas, somente em passagens típica que contenham afirmações tradicionais, e muito esporadicamente.

Na questão sobre a origem da mensagem da justificação, também se deve deixar de considerar que Paulo somente recorre a ela em contextos altamente polêmicos contra os judaizantes, ou seja, em Gálatas e Filipenses, antes de desenvolvê-la aos romanos, também com uma apresentação mais objetiva.
A visão de conjunto de Gálatas mostra que seus textos sobre a justificação se restringe ao discurso contra Pedro em Gl 2.14-21. O discurso contra Pedro, com isso, assume a tarefa de introdução e apresentação dos pontos decisivos contra o legalismo.

O que Paulo afirma sobre a justificação do pecador em concreto? Afirma algo que não pode surpreender o leitor de Gl 3s, a justificação acontece “sem lei” (Rm 3.21). É uma reiteração de Rm 3.20, 28.

1. A lei não justificou o homem diante de Deus.

“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não! Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor” (2.16-18).

Paulo descreve o crente justificado como tendo sido crucificado com Cristo (v.20), como sendo espiritualmente vivo (Rm 7.4, 6), como alguém que vive em Cristo (Gl 2.20; Jo 14.20; Cl 1.27), que vive uma vida de fé (Gl 2.20; Rm 1.17); e que sabe quem tornou essa vida possível. Paulo aponta, então, que a justificação pelas obras (“a lei”) é oposta a justificação pela graça mediante a fé. Ele também afirma que demais obras são, no final das contas obras (Gl 4.19-31). Se a salvação pode ser conquistada, então Deus está meramente dando o que é conquistado ou merecido, o que declara a graça nula e invalida; e nesse caso, Cristo teria morrido em vão. Ninguém jamais foi salvo guardando a lei. Paulo, assim como todos os crentes, teve de morrer para si mesmo (Rm 7.6).

2. A justificação precisa ser recebida pela fé.

Assim também, somente pela fé, vive um cristão (Cl 2.6-7; Gl. 3.2-9). A união com Cristo pela fé inicia com aqueles que crêem no domínio do Espírito, onde a verdadeira liberdade reina (2ª Co 3.17). É o espírito que ilumina a lei à luz de Cristo, desse modo, transformando a perversão do legalismo em liberdade genuína. Tornando-se membros do corpo de Cristo, aos crentes é concedida a possibilidade de obedecer às ordens do Mestre.

O legalismo exige que seus seguidores obedeçam a um código externo, mas o perfeccionismo é baseado em uma compreensão deturpada do significado prático da justificação.

De forma realística, a justificação pela fé transforma muito mais do que a condição de culpado do crente diante de Deus. Ela o ressuscitou da morte com Cristo para um compromisso contínuo de fé com o Senhor, que orienta suas decisões pelo Espírito Santo. Pela virtude deste relacionamento, Paulo escapara das limitações da lei para estar sob as exigências legais de Cristo (1ª Co 9.21).

Paulo envereda pelo caminho prático do Evangelho: Obras é o resultado da fé. A vida cristã é dinâmica e cheia de obras e frutos (Gl 5.22-23), o verso 16 está em concordância com Rm 1.17, que, aliás, foi o texto que trouxe Lutero para o Evangelho de Jesus. Se não é pelas obras da Lei que somos justificados (2.17), a circuncisão não pode ser um mandamento de Cristo. O apóstolo tem em mente que o período da dispensação da Graça chegou e que não somos merecedores da salvação. Nada que venha da parte do homem pode ser aproveitado para que se torne merecedor da salvação. A parte que cabe ao homem é somente crer no sacrifício de Cristo e arrepender-se de seus pecados (2.16-17). O homem possuidor desse entendimento não pode, em hipótese alguma, retornar à prática que o tornava escravo da Lei e transgressor da mesma (2.18).

A lei para Paulo foi boa para o levá-lo ao entendimento, mas uma vez que o entendimento o alcançou, a lei não tem mais função para ele, ela foi um “AIO” (Gl 3.24). Cristo, como seu SENHOR, tem primazia sobre as suas vontades, a ponto de confundir se é ele Paulo que vive ou Cristo que vive em seu lugar. O autor desta epístola nos convida a confundir pessoas com o nosso viver santo, como sendo a vida do próprio Cristo (2.20). A Lei veio como aio para compreensão da JUSTIÇA e se a Lei ainda vigorar, a morte de Cristo foi é vã (2.21).

Negar a eterna segurança do crente é desafiar o caráter eterno da grandeza da graça divina, e admitir que o próprio Filho de Deus, no qual nós estamos firmes pudesse cair.

Mas quando você toma a decisão de crer no Senhor Jesus Cristo, você entra em um sistema que depende inteiramente de Deus. É por isso que Ef 2.8-9 diz que é pela graça que você é salvo através da fé e não por você mesmo, é presente de Deus, não por obras para que nenhum homem se gabe.

Graça significa que depende inteiramente de Deus. Graça significa que Deus não está se expondo desnecessariamente quando dá a você algo, independente do seu mérito, independente da sua habilidade, independente de suas obras. Portanto graça se torna a questão principal na doutrina da eterna segurança.

Da mesma forma, vamos considerar Rm 11.6: “Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça”.

A justificação pela fé, que ás assusta até aos crentes em Jesus, pela maneira simples de o homem ser salvo pela graça de Deus, pois a tendência humana é complicar o que Deus simplificou, revela uma entrega total e irrestrita a Deus. Não se trata de uma fé intelectual e superficial, mas algo que torna a pessoa em nova criatura por um milagre de Deus – o novo nascimento (2ª Co 5.17), produzindo frutos de arrependimento como decorrência da salvação (Gl 5.22).

Se não tivéssemos a posição firme do apóstolo Paulo, colocando a lei no seu devido lugar e explicando a superioridade do evangelho, o cristianismo, além de não ser religião distinta do judaísmo, não poderia ensinar a verdade da justificação dos pecados pela graça.

Então, o tema da mensagem é: pelas obras da lei ou pela pregação da fé. Eu estou mostrando que é pela pregação da fé. “O homem não é justificado pelas obras da lei e sim mediante a fé. Também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado”.

“Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não” (Gl 2.17).


Pr. Elias Ribas

Igreja Evangélica Assembléia de Deus

Fonte: Teologia em Foco

MINISTROS QUE SE TRANSFIGURAM EM ANJOS DE LUZ


MINISTROS QUE SE TRANSFIGURAM EM ANJOS DE LUZ
Postado por Ev. Fernandes - Sábado 19/01/2013

 “Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que buscam com intuito de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2ª Co 11.12-15).


Os falsos profetas existiam desde o tempo do Antigo Testamento como agentes que procuram contrapor os profetas legítimos. São chamados também de falsos apóstolos e de obreiros fraudulentos. Como agentes de Satanás, conseguem transfigurar-se “em ministros da justiça”, e vivem de aparência. A Bíblia diz que esses ministros e líderes enganosos são pessoas que são capacitadas por Satanás, para enganar os incautos na fé, pois o próprio Satanás conhece toda a Palavra de Deus e, por isso, os ensina-a, com adulteração e com heresias, acrescentando, assim como o fez na tentação de Jesus em Mateus 4.6.


Muitas vezes estes têm o apoio da população (Lc 6.26). Trata-se de líderes religiosos encarregados pelo príncipe das trevas para desencaminhar o povo da verdade. Seus descendentes ainda estão por aí, mas como identificá-los?

Nem sempre é possível distinguir o produto falso do verdadeiro apenas pela embalagem, mas pelo seu conteúdo. “O que é falso sempre ganha visibilidade, pois segundo Jesus, eles serão identificados pelos frutos, ou seja, pelo conteúdo, e não pela aparência: “a arvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus”. É, pois, necessário compreender o que ele está dizendo com a expressão: “Por seus frutos os conhecereis”. Será que Jesus falava de uma vida piedosa? Há muitos piedosos e, em sua ignorância, apesar da honestidade e boa conduta, são adeptos de religiões falsas e de seitas sectárias.


Paulo, como qualquer autêntico pregador, sempre estava alerta para desmascarar quem quisesse atacar o Evangelho. Paulo revela agora aquilo que realmente seus oponentes são. Ele descreve seus antagonistas da seguinte maneira: 1. Seu caráter: falsos apóstolos. 2. Seu método: obreiros enganadores.

Tal coisa era de esperar, porque o próprio Satanás constantemente se disfarça em anjo de luz. Logo, seus servos farão o mesmo.

Estes ministros:
a. Dão à impressão de realizarem grandes coisas na obra de Deus (v. 15; Ap 13.13).

b. Pregam mensagens evangélicas atraentes (v.12 1ª Tm 4.1).

c. Aparentam ser pessoas santas, mas, na realidade, rejeitam a piedade e negam a sua eficácia (2ª Tm 3.5).


Esses obreiros se disfarçam em “apóstolos de Cristo” (v.13) e “ministro da justiça” (v.15). Dessa maneira, imitam os verdadeiros ministros e colocam na sua mensagem toda “aparência de piedade” (2ª Tm 3.5). Parecem sinceramente solícitos e amorosos, e falam em perdão, paz, felicidade, fraternidade santidade e muitas outras coisas construtivas, mas vivem sob influência de Satanás. O evangelho deles é, segundo o raciocínio humano, e não uma interpretação verdadeira da revelação de Deus, como temos nas Escrituras (cf. Gl 1.6-7; 1ª Pe 2.1-3). A sua mensagem não é segundo a doutrina apostólica do Novo Testamento (1ª Jo 4.1).

Todos os crentes devem precaver-se desses ministros e líderes enganosos (Mt 7.15; 16.6) e não devem se deixar levar pelo carisma deles, nem por sua eloqüência, preparo, milagres, altas estatísticas ou mensagem popular. Todos os líderes religiosos devem estar em conformidade com a Palavra de Deus e sem contrariá-la. Se não estiver em conformidade, Paulo chama-os de anátema. (ver Gl 1.9).


As mensagens do apóstolo Paulo não se restringem apenas aos judaizastes de sua época, mas também aos fariseus e legalistas da atualidade, e isso vale para as seitas e também para os neopentecostais que pervertem o conceito bíblico do cristianismo e, assim, procuram transformar o cristianismo numa seita legalista e impedir a pureza e o crescimento da verdadeira igreja.


A nossa visão do Evangelho é neotestamentária e despida de tradição, formalismo e ritualismo. A reta conduta cristã é fruto da salvação e não condição. O que nos torna aceitos diante de Deus é nossa fé em Jesus e não as nossas obras (Is 64.6), somos salvos mediante a graça de Deus conforme (Ef 2.8-9; Tt 3.5).

Paulo apóstolo do Senhor, também era julgado pelos oponentes de Cristo. Paulo ensinava aos coríntios que deviam olhar para além da aparência do homem exterior. Ele tem muita autoridade apostólica, mas, autoridade para ajudá-los e edificá-los. Quanto aos seus oponentes, Paulo os trataria de maneira diferente.

Os falsos mestres recomendavam-se a si mesmo, ou seja, eles colocavam-se acima das Escrituras e no lugar de Deus. Paulo, porém, evitava fazer isto. Ele afirma que o Senhor é mesmo o “recomendou” através da sua aceitação pela igreja de Corinto, fruto do seu ministério (1ª Co 11.13-14). Ao contrário de seus oponentes, Paulo se propõe a não semear em campo alheio, preferindo campos onde ninguém semeou antes. Assim agindo, Paulo mostra preferir o louvor do Senhor que o compromissou, não se preocupando com o que os homens pudessem pensar dele (1ª Co 11.15-16).


O que precisamos fazer é olhar através das lentes da Escrituras para a atitude de Deus quanto à retaliação, como visto. Não tente controlar todo mundo. Você não pode lidar com esse tipo de autoridade. Vai descontrolar-se. Entregue a Deus suas represarias pessoais, seus sentimentos de retaliação. Peça a Ele para capacitá-lo a ter domínio próprio.

Pr. Elias Ribas
Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Blumenau - SC
http://pastoreliasribas.blogspot.com.br/
 
Copyright © 2013 Assembleia de Deus Maruim/Se Cong. Conjunto Albano Franco - Traduzido Por: Fernandes Soluções em TI
Design by FBTemplates | BTT